Qual bicicleta serve para colocar kit elétrico?

Serve para kit elétrico a bicicleta que tem quadro e garfo resistentes, gancheiras compatíveis com o eixo do motor, freios eficientes (de preferência a disco ou V-brake em bom estado) e espaço para a bateria. Mountain bikes de alumínio e bikes urbanas robustas são as candidatas mais comuns. Bikes muito baratas, de quadro fino, com freio ferradura ou garfo de suspensão de baixa qualidade não são boas bases.

Abaixo, o que avaliar item por item.

Checklist rápido

ItemBom para kitEvite
QuadroAlumínio ou aço de boa espessura, sem trincasQuadros com amassados, ferrugem ou solda reparada
Garfo (motor dianteiro)Aço ou garfo rígido de boa qualidadeSuspensão de entrada de alumínio com motor potente
GancheirasAbertas, para eixo com porcaEixo passante sem adaptador ou motor próprio
FreiosDisco (mecânico ou hidráulico) ou V-brakeFerradura, freios gastos
RodasAro de parede dupla, raios firmesAros tortos, de parede simples, para motor central
TransmissãoFuncionando bemCorrente e cassete gastos (motor central acelera o desgaste)
Espaço no quadroTriângulo com furos de caramanholaSem espaço e sem bagageiro

Quadro

O motor acrescenta de 2,5 a 8 kg e a bateria de 2,5 a 4 kg, além de velocidades médias maiores. Quadros de alumínio ou aço de mountain bike, híbridas e urbanas aguentam bem. Quadros de carbono podem ser convertidos com motor de cubo, mas não aceitam braçadeiras apertadas nem esforço lateral no tubo; prefira bateria no bagageiro ou em suporte apropriado.

Inspecione as soldas perto do movimento central e das gancheiras: trincas finas ficam mais perigosas com o esforço do motor.

Garfo e gancheira dianteira

Para motor dianteiro, o garfo recebe o torque do motor diretamente. Pontos de atenção:

  • Material: garfos de aço são os mais seguros. Garfos de alumínio e suspensões baratas podem abrir ou quebrar na gancheira com motores acima de 250–350 W.
  • Largura: quase sempre 100 mm, a mesma da maioria dos motores dianteiros.
  • Abertura da gancheira: precisa receber o eixo do motor, em geral de 10 mm com faces planas. Às vezes é preciso limar levemente, o que só deve ser feito em garfos de aço e com cuidado.
  • Braço de torque: sempre recomendado.

Veja os riscos em motor dianteiro, traseiro ou central.

Traseira e transmissão

  • Largura (OLD): 135 mm é o padrão para eixo com porca; muitos motores traseiros usam essa medida.
  • Eixo passante (142 ou 148 mm): exige motor específico.
  • Cassete: veja se o motor aceita o número de velocidades da sua bike.
  • Câmbio interno ou contrapedal: não combina com motor traseiro; prefira dianteiro ou central.

Freios

Freio é o item mais importante de segurança. Com motor, a bike chega mais rápido a 25–32 km/h com mais peso. Freio a disco hidráulico é o ideal; disco mecânico e V-brake bem regulados atendem para potências moderadas. Freio ferradura (caliper de bike antiga) não é adequado. Veja freio de bicicleta elétrica.

Para que o motor corte ao frear, você vai trocar as manetes por modelos com sensor ou instalar sensores magnéticos (em freio hidráulico).

Rodas e pneus

Para motor de cubo, a roda já vem montada com o motor, então o aro original só importa na outra roda. Para motor central, as rodas originais são mantidas e precisam estar firmes. Pneus devem ser adequados ao peso extra; pneus urbanos com reforço antifuro ajudam. Veja pneu de bicicleta elétrica e calibragem.

Movimento central (motor central)

Kits centrais encaixam na caixa do movimento. A maioria serve em caixas de 68 a 73 mm, rosqueadas (BSA). Caixas press-fit e quadros com formatos especiais podem não aceitar. Fat bikes exigem versão de 100 mm ou mais.

Bikes que não devem ser convertidas

  • Bicicletas infantis.
  • Bikes com quadro danificado ou muito oxidado.
  • Bikes de supermercado com componentes de baixa qualidade, sem condições de frear com segurança.
  • Bikes de estrada muito leves, com quadros e rodas sem margem para peso extra (é possível com kits leves específicos, mas exige avaliação).

Uma conversão bem feita numa bike ruim continua sendo uma bike ruim, agora mais rápida e pesada. Se você precisa trocar freios, rodas e garfo, faça as contas: pode ser melhor partir para uma elétrica pronta.

Depois de avaliar a bike, siga para como escolher kit de bicicleta elétrica e kit de conversão: vale a pena. Mais no guia de bicicleta elétrica.

Perguntas frequentes

Bicicleta aro 26 antiga serve para kit?

Serve, se o quadro estiver bom e os freios forem adequados. Muitas aro 26 de aço ou alumínio são ótimas bases. Atualizar o freio para V-brake de qualidade ou disco é comum nessas conversões.

Bike com suspensão total aceita kit?

Aceita motor de cubo e, em alguns casos, central, mas o espaço para bateria no triângulo é limitado. Muitas vezes a bateria vai no bagageiro específico ou numa bolsa no quadro.

Bike dobrável aceita kit?

Sim, com motores próprios para aro 16 ou 20 e bateria pequena no quadro ou no canote. Atenção ao peso extra para dobrar e carregar.